VALE DO INFULENE: MORADORES E AGRICULTORES AGUARDAM DECISÃO DO GOVERNADOR SOBRE EMPRESA DE RECICLAGEM.

Comunidade dos Q13 aos Q19 acompanha processo submetido por representantes dos moradores e pede o encerramento da unidade industrial, alegando poluição, descarga de águas residuais e afectação de áreas agrícolas.

Moradores e agricultores do Vale do Infulene, na Matola, continuam à espera de uma decisão das autoridades sobre o conflito que envolve uma empresa chinesa de reciclagem e uma unidade de fundição de alumínio instalada nas proximidades de zonas residenciais e agrícolas.


A comunidade, particularmente dos quarteirões Q13 a Q19, afirma estar preocupada com os alegados impactos da actividade industrial sobre o ambiente, as machambas e as zonas habitacionais.

ENCONTRO TINHA COMO OBJECTIVO APRESENTAR O ANDAMENTO DO PROCESSO.

Representantes dos moradores reuniram-se com residentes e agricultores do Vale do Infulene com o principal objectivo de apresentar à comunidade o ponto de situação dos documentos já submetidos às autoridades contra a empresa chinesa.


Segundo os dois representantes da comunidade que acompanham o processo, a reunião serviu para informar os moradores sobre as diligências realizadas, as instituições que receberam a documentação e o actual estágio do processo.

Durante o encontro, foram apresentados aos residentes documentos que, segundo os representantes, comprovam as diferentes etapas de tramitação das exposições e petições submetidas às autoridades.

A reunião permitiu igualmente aos moradores tomar conhecimento das respostas ou encaminhamentos que terão sido dados pelas instituições contactadas e discutir os próximos passos a seguir pela comunidade.








No encontro estiveram presentes dois chefes de quarteirão e dois agentes da 6.ª Esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM).

Segundo os moradores, os restantes chefes de quarteirão e o secretário do bairro não participaram na reunião.

Alguns residentes manifestaram insatisfação com a ausência de parte das estruturas locais, questionando o acompanhamento institucional das preocupações apresentadas pela comunidade.

Apesar da insatisfação, os moradores afirmam que pretendem continuar a recorrer aos mecanismos legais e administrativos para procurar uma solução para o conflito.

DOCUMENTOS SUBMETIDOS ÀS AUTORIDADES.

Segundo os dois representantes da comunidade responsáveis pelo acompanhamento do processo, uma petição foi submetida ao Presidente do Conselho Municipal da Cidade da Matola, à Procuradoria Provincial, à Provedoria de Justiça, à Presidência da República e ao Gabinete do Governador.













Os moradores afirmam que o processo acabou por ser encaminhado para o Governo Provincial de Maputo.

A comunidade aguarda agora pelo despacho e pelos resultados de eventuais averiguações realizadas por equipas multissectoriais.

Os representantes dos moradores dizem igualmente esperar pronunciamentos da Procuradoria Provincial, do Conselho Municipal da Matola e de outras instituições com competência sobre a matéria.

Segundo a comunidade, numa fase anterior, o Conselho Municipal teria apontado dificuldades relacionadas com a disponibilidade de técnicos, combustível e pneus para as viaturas necessárias à deslocação ao local, com vista à averiguação das denúncias apresentadas.

MORADORES ALEGAM POLUIÇÃO E DESCARGA DE ÁGUAS RESIDUAIS

Entre as principais preocupações apresentadas pela comunidade está a alegada emissão de fumos provenientes da actividade industrial e a suposta descarga de águas residuais em zonas próximas das machambas e habitações.

Um dos representantes dos moradores afirmou que, embora a unidade de fundição tenha deixado de operar, a actividade de reciclagem continua a causar problemas à comunidade.

«“O que ficou a operar é a reciclagem, mas tem-nos afectado com fumo e também tem descarregado águas negras para as machambas, que acabam por se espalhar pelas casas dos moradores.”»

As alegações apresentadas pela comunidade carecem de confirmação independente pelas entidades ambientais e administrativas competentes.

UNIDADE DE FUNDIÇÃO TERÁ SIDO ENCERRADA

Os representantes dos moradores afirmam que uma acção judicial anterior terá resultado no encerramento da unidade de fundição de alumínio associada à empresa.

Entretanto, segundo a comunidade, a actividade de reciclagem continua em funcionamento.

Os moradores defendem, por isso, que as autoridades devem avaliar também a continuidade desta actividade, tendo em conta os alegados impactos ambientais e sociais denunciados pela população.



COMUNIDADE QUESTIONA PROCESSO DE INSTALAÇÃO DA EMPRESA

Os representantes dos moradores afirmam que o conflito remonta ao processo de instalação da unidade industrial.

Segundo a comunidade, os moradores e agricultores não teriam sido devidamente auscultados antes da implantação da fábrica.


Um dos representante dos moradores declarou:

«“Este problema partiu da génese, desde a implantação desta fábrica. Primeiro, violaram-se muitos direitos dos moradores. Não houve aquilo que é a auscultação popular. Não se chegou a auscultar os moradores nem os agricultores. Quando nos apercebemos, a empresa já estava instalada.”»

As declarações representam a posição dos moradores e não constituem, por si só, confirmação independente das alegadas irregularidades.

MORADORES DIZEM CONFIAR NAS INSTITUIÇÕES

Apesar da insatisfação manifestada, os moradores dizem que pretendem respeitar os procedimentos administrativos e legais.

A comunidade afirma que não pretende recorrer à justiça pelas próprias mãos e espera que as instituições competentes encontrem uma solução para o conflito.

«“Queremos seguir os passos administrativos. Se existem instituições governamentais, elas precisam de ser respeitadas. Confiamos nelas e esperamos uma solução que devolva a tranquilidade, a normalidade e a fertilidade dos solos aqui no Vale do Infulene.”»

POSSÍVEL MARCHA APÓS O PRONUNCIAMENTO

Os representantes da comunidade afirmam que, depois de conhecida a decisão das autoridades, os moradores poderão organizar uma marcha.

Segundo explicam, a eventual manifestação poderá servir para agradecer uma decisão favorável às preocupações apresentadas ou, caso o pronunciamento não corresponda às expectativas da população, demonstrar publicamente a sua discordância.

Por enquanto, a comunidade diz que continuará a aguardar pelo despacho das autoridades.

COMUNIDADE PEDE ENCERRAMENTO DA EMPRESA

Os moradores e agricultores do Vale do Infulene defendem o encerramento da empresa de reciclagem, alegando que a actividade industrial estará a afectar áreas agrícolas, o ambiente e a qualidade de vida das populações residentes nas proximidades.

A comunidade pede às autoridades uma avaliação abrangente da situação e que os resultados das averiguações sejam tornados públicos, juntamente com a decisão sobre a continuidade ou suspensão da actividade da empresa.

Até ao momento, segundo os representantes dos moradores, não foi divulgada uma decisão oficial sobre o futuro da unidade de reciclagem.

Representantes dos moradores e agricultores do Vale do Infulene, através de declarações recolhidas durante o encontro comunitário e documentos apresentados à comunidade.

NOTA EDITORIAL!

A presente reportagem baseia-se nas declarações dos representantes dos moradores e agricultores do Vale do Infulene e nos documentos apresentados durante o encontro comunitário.

As alegações de poluição, descarga de águas residuais, afectação dos solos agrícolas, ausência de auscultação comunitária e outras possíveis irregularidades são atribuídas aos moradores e agricultores.

A Cossa Informação News não apresenta estas alegações como factos definitivamente comprovados. O posicionamento da empresa visada e das autoridades competentes deverá igualmente ser considerado, em respeito pelo contraditório jornalístico e pelos princípios de rigor, equilíbrio e imparcialidade.

/@COSSAINFORMACAONEWS/2026.

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