A Comissão de Gestão da RENAMO questiona a forma como foi anunciada a realização do Conselho do partido, marcado para os dias 21 e 22 de Outubro, na cidade de Maputo, defendendo que a convocação deveria observar os procedimentos estabelecidos nos instrumentos internos da organização.
Em reacção à marcação da reunião, a Comissão de Gestão considera que o órgão que anunciou o Conselho não teria competência para efectuar a convocação nos moldes em que foi feita.
Segundo a posição apresentada, caberia ao órgão competente proceder à leitura da respectiva acta, anunciar formalmente a convocação, indicar a data e apresentar a agenda da reunião.
A Comissão de Gestão acusa ainda o processo de convocação de violar o regimento interno do partido, questionando a legitimidade da iniciativa e classificando a situação como mais um sinal de desorganização interna.
«“O órgão que se devia reunir validamente no litoral, o seu porta-voz, que também é membro deste Conselho, ia lendo parte da acta e fazer a convocação, indicar a data e a respectiva agenda”, refere a Comissão de Gestão.»
O órgão afirma igualmente que a RENAMO se encontra há algum tempo sem realizar um Conselho, razão pela qual considera que a preparação da reunião deveria obedecer rigorosamente às normas internas.
Apesar das críticas, a Comissão de Gestão diz esperar que o Conselho marcado para Outubro seja efectivamente realizado, lembrando que uma reunião semelhante teria sido anunciada no ano passado, mas acabou por não acontecer.
Segundo a Comissão, o encontro anteriormente previsto teria sido marcado para Maio, com participação de membros convidados, mas não chegou a realizar-se.
Desta vez, o órgão de gestão acredita que a mobilização de membros e outras estruturas poderá contribuir para que o Conselho aconteça.
A Comissão afirma ainda possuir documentação relacionada com o mandato do Conselho e com as despesas previstas para a realização da reunião.
DESPESAS E GESTÃO INTERNA TAMBÉM SÃO QUESTIONADAS
Na sua reacção, a Comissão de Gestão levanta igualmente dúvidas sobre a forma como são administrados os recursos do partido, questionando determinadas despesas atribuídas ao funcionamento dos órgãos.
Entre as questões levantadas estão gastos relacionados com alojamento e outras despesas dos membros que, segundo a Comissão, representariam encargos elevados para a organização.
A Comissão de Gestão defende que os recursos financeiros da RENAMO deveriam ser utilizados de forma racional e transparente, sobretudo num contexto em que o partido enfrenta desafios internos e necessita de reorganização.
A posição surge num momento de forte disputa interna sobre a condução dos órgãos da RENAMO e sobre os mecanismos de preparação do próximo Conselho do partido.
Até ao momento, as alegações apresentadas pela Comissão de Gestão constituem a posição deste órgão, não sendo apresentadas nesta matéria como factos definitivamente comprovados.
FONTE: Comissão de Gestão da RENAMO / Declarações à imprensa.
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