Chapo destaca participação de dezenas de países e centenas de empresas na 61.ª edição da Feira Internacional de Maputo, apontando a transformação digital e energética como pilares para uma economia sustentável.
A 61.ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM) foi oficialmente aberta com uma forte componente internacional, reunindo dezenas de países e centenas de empresas, numa demonstração da crescente importância do evento como plataforma de negócios, investimento e cooperação entre Moçambique e o mundo.
Durante a cerimónia de abertura, foi destacado que a FACIM deixou de assumir-se apenas como uma feira de dimensão nacional, passando a constituir uma plataforma regional, continental e internacional, destinada a promover negócios, investimentos, memorandos de entendimento e parcerias de cooperação.
A edição deste ano conta com a província do Niassa como destaque e com a República Federativa do Brasil como país de honra, numa participação considerada um reflexo do aprofundamento das relações económicas e comerciais entre Moçambique e o Brasil.
Outro destaque da cerimónia foi a presença de Sheikh Shakhboot bin Nahyan Al Nahyan, Ministro de Estado dos Negócios Estrangeiros dos Emirados Árabes Unidos, cuja participação foi apresentada como sinal de uma nova fase nas relações entre os dois países.
Segundo a intervenção proferida na abertura, os Emirados Árabes Unidos constituem actualmente um dos importantes parceiros económicos de Moçambique no Médio Oriente e um investidor de referência na economia nacional.
A presença do representante dos Emirados Árabes Unidos na FACIM foi igualmente apontada como um sinal de confiança no potencial económico e nas perspectivas de desenvolvimento de Moçambique.
TRANSFORMAÇÃO DIGITAL E ENERGÉTICA NO CENTRO DA ESTRATÉGIA
Sob o lema “Transformação Digital e Energética rumo a uma economia sustentável”, a 61.ª FACIM procura colocar no centro do debate os desafios e oportunidades associados à modernização da economia.
Na cerimónia, foi defendido que a transformação digital está a alterar profundamente a forma como os países produzem, comercializam e competem nos mercados internacionais, enquanto a transição energética está a redefinir as vantagens competitivas das economias.
A visão apresentada passa pelo uso da tecnologia para aumentar a produtividade da agricultura, modernizar a indústria, expandir os serviços digitais e aproximar os produtores dos mercados, tornando igualmente mais simples e produtiva a relação entre cidadãos, empresas e instituições.
APOSTA NA INCLUSÃO DOS JOVENS E PRODUTORES
O discurso também destacou a necessidade de garantir que a transformação tecnológica alcance os diferentes pontos do país, incluindo as zonas rurais.
Foi defendida a possibilidade de um jovem agricultor poder comercializar a sua produção para diferentes mercados, incluindo internacionais, sem ter de abandonar a sua comunidade de origem.
A mesma visão foi aplicada às pequenas empresas, com a aposta em plataformas digitais que permitam aos empreendedores competir num mercado cada vez mais globalizado, mantendo as suas actividades nas comunidades onde estão estabelecidos.
ENERGIA COMO MOTOR DA INDUSTRIALIZAÇÃO
No domínio energético, foi reafirmado o compromisso de utilizar os recursos energéticos de Moçambique para impulsionar uma nova fase de industrialização nacional, associando energia, inovação e produtividade.
A estratégia apresentada pretende transformar a inovação em ganhos de produtividade, estimular o crescimento económico e criar oportunidades para a juventude moçambicana.
A intervenção enquadrou ainda a actual conjuntura económica como um momento de recuperação, com referência a um crescimento económico registado nos últimos três trimestres.
MOÇAMBIQUE PROCURA REFORÇAR POSIÇÃO NO MERCADO GLOBAL
A realização da 61.ª FACIM surge num contexto de reorganização das cadeias globais de produção e de crescente atenção internacional ao potencial dos mercados africanos.
A mensagem central deixada na abertura é que Moçambique pretende posicionar-se como um espaço cada vez mais atractivo para investimento, produção, inovação, comércio e cooperação internacional, aproveitando os seus recursos naturais, energéticos e humanos.
A FACIM constitui, neste contexto, um dos principais espaços nacionais para aproximar o sector empresarial moçambicano de investidores, parceiros comerciais e instituições de diferentes partes do mundo.
FONTE: Discurso proferido pelo presidente da república durante a cerimónia de abertura da 61.ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM).
#COSSAINFORMACAONEWS/2026.






