Empresária moçambicana elogia iniciativa do Município de Maputo e defende maior participação das mulheres nos projectos culturais.
A empresária moçambicana Lurdes Patrício considera notável a transformação que se verifica na cidade de Maputo, destacando a inauguração da nova galeria de arte urbana promovida pelo Município de Maputo como uma iniciativa que valoriza a cultura e projecta uma imagem positiva da capital moçambicana.
Falando no âmbito da inauguração da galeria instalada na orla marítima de Maputo, Patrício mostrou-se particularmente surpreendida com a dimensão e qualidade do projecto, afirmando que a evolução da cidade é visível através das várias iniciativas que têm vindo a ser implementadas pela edilidade.
“O município de Maputo, a cada dia que passa, tu consegues ver o desenvolvimento. Olha como isto está limpo e bonito. O trabalho vê-se”, afirmou a empresária.
Para Lurdes Patrício, a iniciativa demonstra o empenho do Município de Maputo em desenvolver projectos capazes de abranger diferentes áreas da sociedade, considerando que a cidade tem apresentado iniciativas sucessivas que surpreendem positivamente os seus residentes e visitantes.
A empresária contou ainda que tomou conhecimento do projecto quando passou pela Avenida Marginal e ficou impressionada com o resultado.
“Eu estava fora, e quando passei pela Marginal, eu disse: ‘Meu Deus, isto aqui é possível?’ Eu nem sabia que era um projecto do município”, relatou.
CULTURA COMO CARTÃO-DE-VISITA DE MAPUTO
Na perspectiva de Patrício, iniciativas desta natureza podem contribuir para reforçar a imagem de Maputo dentro e fora de Moçambique, ao associar o desenvolvimento urbano à cultura e à criatividade nacional.
Questionada sobre outras áreas que poderiam ser abrangidas por projectos semelhantes, a empresária defendeu que as decisões devem resultar de processos de planificação e identificação de prioridades, evitando intervenções baseadas apenas em opiniões individuais.
“Tudo requer uma ideia, uma planificação. Não é só acordar e dizer que ali devia ser. Tem que ser tudo estudado e idealizado”, explicou.
EMPRESÁRIA DEFENDE MAIOR PARTICIPAÇÃO DAS MULHERES
Lurdes Patrício chamou igualmente atenção para a participação feminina nos projectos culturais e artísticos, defendendo que as mulheres devem ocupar mais espaços de intervenção.
Embora tenha reconhecido que o Município de Maputo promove iniciativas de inclusão, a empresária apelou às próprias mulheres para assumirem uma participação mais activa.
“Eu, se pudesse, gritava para o mundo que as mulheres também devem aparecer mais”, declarou.
Segundo Patrício, existem muitas mulheres moçambicanas ligadas às artes que poderiam contribuir para iniciativas desta natureza, considerando que ainda existe espaço para uma maior representação feminina.
“Eu conheço muitas mulheres que trabalham com arte. Está ali o espaço”, afirmou.
A empresária aproveitou igualmente a ocasião para deixar uma mensagem aos cidadãos, defendendo que a população deve assumir responsabilidades individuais na preservação dos espaços públicos.
Patrício apelou para que os cidadãos deixem de se limitar às reclamações e passem a contribuir concretamente para a melhoria da cidade.
“Que paremos simplesmente de reclamar. Que façamos a nossa parte”, apelou.
Como exemplo, destacou um gesto simples de cidadania: não deitar resíduos no chão.
“Quando eu terminar de beber esta água aqui, eu não atiro no chão a garrafa. Essa já é uma parte a fazer”, afirmou.
Para Lurdes Patrício, o desenvolvimento de Maputo não depende apenas das acções das autoridades, mas também do comportamento diário dos cidadãos.
A empresária classificou, por isso, a nova galeria como uma iniciativa “bem-vinda” e considerou que os projectos recentemente desenvolvidos pelo Município de Maputo estão a contribuir para uma transformação visível da capital.
FONTE: Filipe Januário Cossa/inauguração da galeria com 44 murais e 44 artistas pelo Município de Maputo.
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