A Coreia do Norte lançou, esta quarta-feira, 12 de Agosto de 2026, um míssil balístico em direcção ao mar, num novo episódio que aumenta as tensões na Península Coreana. O lançamento ocorre poucos dias antes do início dos exercícios militares conjuntos entre os Estados Unidos e a Coreia do Sul, previstos para 17 de Agosto.
De acordo com informações divulgadas pelas autoridades militares sul-coreanas e japonesas e citadas pela Reuters, o míssil foi lançado a partir da região de Wonsan, na costa leste da Coreia do Norte, tendo percorrido aproximadamente 700 quilómetros antes de cair nas águas entre a Península Coreana e o Japão.
O tipo exacto do míssil ainda não foi identificado publicamente pelas autoridades sul-coreanas.
O lançamento representa, contudo, o segundo teste de míssil balístico norte-coreano em menos de uma semana, depois de outro lançamento realizado a 6 de Agosto, também a partir da região de Wonsan.
O novo lançamento acontece antes do início do exercício militar conjunto Ulchi Freedom Shield, que será realizado pelas forças norte-americanas e sul-coreanas entre 17 e 27 de Agosto.
Washington e Seul defendem que os exercícios têm como objectivo reforçar a capacidade de defesa e a dissuasão perante as ameaças nucleares e de mísseis da Coreia do Norte. Pyongyang, por sua vez, considera regularmente estes exercícios como uma preparação para uma eventual invasão do seu território.
A Coreia do Sul condenou o lançamento e afirmou que mantém a prontidão militar em coordenação com os Estados Unidos. O Japão também apresentou um protesto, considerando o lançamento uma ameaça à segurança nacional japonesa.
O lançamento desta quarta-feira insere-se numa sequência de testes de armamento realizados por Pyongyang. Segundo a Reuters, este foi o 11.º teste suspeito de míssil realizado pela Coreia do Norte em 2026.
Analistas consideram que o momento escolhido para o lançamento pode ter uma dimensão política e estratégica, funcionando como uma demonstração de força perante os exercícios militares que serão realizados pelos Estados Unidos e pela Coreia do Sul.
Apesar da tensão, o Comando Indo-Pacífico dos Estados Unidos indicou que o lançamento não representou uma ameaça directa para o território norte-americano ou para as suas forças, mas reafirmou o compromisso de Washington com a defesa dos seus aliados na região.
A Península Coreana continua marcada por fortes tensões militares. A Coreia do Norte tem procurado desenvolver e aperfeiçoar as suas capacidades de mísseis, enquanto Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão mantêm uma estreita cooperação militar e de segurança para responder às actividades de Pyongyang.
O novo lançamento poderá, assim, aumentar a pressão diplomática e militar na região à medida que se aproxima o início dos exercícios Ulchi Freedom Shield.
FONTES: Reuters; Associated Press (AP).
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