Seis pessoas morreram e pelo menos dez ficaram feridas num ataque atribuído aos rebeldes Houthis contra uma embarcação comercial no estratégico estreito de Bab al-Mandab, ao largo da costa do Iémen.
Segundo autoridades iemenitas, citadas pela Al Jazeera e por outras agências internacionais, o ataque ocorreu na terça-feira, 11 de Agosto de 2026, num momento de forte agravamento das tensões militares no Médio Oriente.
De acordo com informações divulgadas pelas autoridades, quatro membros da tripulação e dois combatentes das forças de resistência nacional do Iémen morreram no ataque. Outras dez pessoas ficaram feridas.
Fontes citadas pela Reuters indicam igualmente que quatro tripulantes e dois socorristas iemenitas perderam a vida durante o incidente, evidenciando que os detalhes sobre a identidade exacta das vítimas ainda apresentam algumas diferenças entre as fontes.
O Bab al-Mandab é uma das principais passagens marítimas do mundo, ligando o Mar Vermelho ao Golfo de Áden.
A sua importância estratégica é elevada porque por esta rota circulam navios que transportam petróleo, combustíveis e outras mercadorias entre a Ásia, o Médio Oriente e a Europa.
O ataque ocorre num período de crescente actividade militar dos Houthis.
O grupo, aliado do Irão, tem intensificado as suas operações contra navios e contra posições das forças do Governo iemenita, num contexto regional marcado pelo conflito entre o Irão e os Estados Unidos e por fortes tensões no transporte marítimo internacional.
Nos últimos dias, os Houthis também reivindicaram ou foram responsabilizados por ataques contra alvos no Iémen e contra infra-estruturas e embarcações ligadas aos seus adversários. A escalada aumenta os receios sobre a segurança da navegação no Mar Vermelho e no estreito de Bab al-Mandab, uma das principais rotas comerciais internacionais.
O incidente poderá ainda aumentar os custos do transporte marítimo, dos seguros de risco de guerra e levar mais companhias de navegação a procurar rotas alternativas, numa altura em que o tráfego comercial na região já sofre fortes perturbações.
FONTES: Al Jazeera; Reuters; Associated Press (AP).
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