O ex-presidente da África do Sul, Jacob Zuma, defendeu a aplicação rigorosa das leis migratórias e afirmou que cidadãos estrangeiros em situação ilegal não devem beneficiar de qualquer forma de protecção no país.
Segundo Zuma, existem sectores e lideranças que estariam a interferir na actuação das autoridades responsáveis pelo controlo migratório, dificultando o cumprimento da legislação.
O antigo chefe de Estado considera que as instituições encarregues da fiscalização devem actuar de forma independente e sem pressões externas.
O político sul-africano sustentou que a permanência ilegal de estrangeiros representa um desafio para a gestão da imigração e para a segurança nacional, defendendo que todos os cidadãos devem respeitar as leis em vigor, independentemente da sua nacionalidade.
As declarações surgem num contexto em que o debate sobre imigração continua a ganhar relevância na África do Sul, país que tem registado tensões recorrentes relacionadas com a presença de estrangeiros, sobretudo em áreas urbanas. Organizações de direitos humanos, por sua vez, alertam para a necessidade de equilibrar a aplicação da lei com o respeito pelos direitos fundamentais dos migrantes.
A questão migratória permanece entre os temas mais sensíveis da agenda política sul-africana, alimentando discussões sobre segurança, emprego, prestação de serviços públicos e integração social.
Fonte: imprensa sul-africana.
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