SOUTH32 AVALIA FUTURO DA MOZAL E ADMITE VÁRIAS OPÇÕES PARA GARANTIR SUSTENTABILIDADE DA FUNDIÇÃO.

CUSTOS ELEVADOS DE ENERGIA E INCERTEZA SOBRE NOVO CONTRATO DE FORNECIMENTO COLOCAM EM RISCO UMA DAS MAIORES EMPRESAS EXPORTADORAS DE MOÇAMBIQUE.

A South32 confirmou na sexta-feira que está a avaliar várias opções para o futuro da Mozal, a maior fundição de alumínio de Moçambique, localizada na Matola, província de Maputo. 

A informação foi avançada pela multinacional australiana à agência de notícias Lusa, numa altura em que os elevados custos da energia eléctrica e a incerteza em relação ao fornecimento de longo prazo continuam a ameaçar a viabilidade da operação.

Embora a empresa não tenha revelado oficialmente quais são os cenários em análise, fontes ligadas ao sector indicam que estão a ser consideradas alternativas como a renegociação do contrato de fornecimento de energia com a Electricidade de Moçambique (EDM) e a Motrade, a venda parcial da participação da South32 na Mozal, a redução temporária da produção e até o encerramento gradual de algumas cubas de fundição.

A Mozal é um dos maiores consumidores de energia do país, absorvendo cerca de 45% da electricidade produzida em Moçambique.

 O actual contrato de fornecimento termina em 2026, e as negociações para um novo acordo têm enfrentado vários desafios..

Especialistas alertam que, sem acesso a energia a preços competitivos, a fundição poderá perder capacidade de competir com outras unidades semelhantes localizadas no Médio Oriente e na Islândia.

“Estamos empenhados em Moçambique e a trabalhar com o Governo e parceiros para garantir um futuro sustentável para a Mozal”, declarou um porta-voz da South32 à Lusa, sem avançar detalhes sobre prazos ou decisões concretas.

A relevância económica da Mozal para Moçambique continua significativa. 

A empresa representa cerca de 3% do Produto Interno Bruto (PIB), contribui com aproximadamente 30% das exportações nacionais e emprega directamente mais de 1.300 trabalhadores, além de garantir cerca de 3.000 empregos indirectos.

 Qualquer redução da actividade ou eventual encerramento poderá ter impacto directo na balança comercial, nas receitas fiscais do Estado e no sustento de milhares de famílias da região da Grande Maputo.

Entretanto, o Ministério dos Recursos Minerais e Energia confirmou à Lusa que decorrem conversações entre o Governo, a South32, a EDM e potenciais investidores com vista a assegurar a continuidade da operação. 

Entre as soluções em estudo está a possibilidade de destinar parte da futura produção energética da barragem de Mphanda Nkuwa à Mozal. 

No entanto, este projecto hidroeléctrico só deverá entrar em funcionamento depois de 2030.

Recorde-se que, em Março deste ano, a South32 já havia colocado a Mozal sob revisão estratégica. Em 2024, a produção da fundição registou uma queda de 5%, devido a paragens não programadas que afectaram o desempenho operacional da unidade.

Fonte: Lusa

#COSSAINFORMACAONEWS/2026.

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