Moradores de vários bairros do Município de Boane denunciaram alegados casos de usurpação de terrenos, situação que, segundo afirmam, está a gerar indignação, insegurança e conflitos nas comunidades.
As denúncias abrangem as zonas de Ncuko, Cabral , Mazambanine, Tedeco, Fixo e Fixijota, onde os residentes alegam que alguns líderes comunitários, em alegada conivência com determinados funcionários do Município de Boane, estão a apropriar-se de talhões previamente atribuídos a cidadãos no âmbito do processo de reassentamento.
Segundo os denunciantes, muitos dos terrenos alegadamente ocupados já haviam sido limpos e preparados pelos seus legítimos beneficiários, que investiram recursos financeiros e mão-de-obra para iniciar a construção das suas habitações.
No entanto, afirmam que esses espaços acabam por ser ocupados ou reatribuídos a terceiros sem qualquer explicação considerada satisfatória.
Os moradores denunciam ainda que, sempre que procuram esclarecimentos ou contestam a perda dos seus terrenos, são alegadamente alvo de intimidações e ameaças.
Acrescentam que alguns cidadãos têm sido desencorajados de reclamar, sob receio de represálias.
Perante o agravamento da situação, os residentes apelam à intervenção urgente das autoridades competentes, incluindo o Município de Boane, os órgãos de fiscalização e a administração da justiça, para que seja instaurada uma investigação rigorosa, sejam esclarecidas as denúncias e responsabilizados os eventuais envolvidos, caso se confirmem irregularidades.
A população defende igualmente que sejam protegidos os direitos dos cidadãos que receberam legalmente os seus talhões, garantindo transparência e legalidade na gestão das terras públicas.
As acusações apresentadas baseiam-se em denúncias dos moradores e, até ao momento, não foram confirmadas oficialmente. Em respeito pelo princípio do contraditório e da presunção de inocência, aguarda-se o pronunciamento do Município de Boane, dos líderes comunitários visados e das demais autoridades competentes.
FONTES: Denúncias de moradores reassentados na sequência das cheias ocorridas em Boane e actualmente residentes nas zonas de Ncuko, Cabral, Mazambanine, Tedeco, Fixo e Fixijota. Aguarda-se o posicionamento oficial do Município de Boane e das entidades competentes.
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