A Ucrânia anunciou um importante reforço da sua capacidade militar aérea após alcançar um acordo com a Suécia para a aquisição de 20 caças Gripen E e a recepção de 16 aeronaves Gripen C/D oferecidas pelo Governo sueco.
O anúncio foi feito pelo Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e pelo Primeiro-Ministro da Suécia, Ulf Kristersson, durante uma conferência de imprensa realizada na cidade de Uppsala.
Segundo Kristersson, o caça Gripen representa a opção mais adequada para as necessidades da Força Aérea ucraniana. As negociações para a compra da versão mais moderna, o Gripen E, continuam em curso, prevendo-se que as primeiras entregas ocorram dentro de quatro anos.
Entretanto, a Suécia comprometeu-se a transferir 16 aeronaves Gripen C/D actualmente em serviço na sua força aérea. A entrega destes aparelhos está prevista para o início de 2027, após a conclusão dos processos de exportação e da formalização do contrato de compra.
Zelensky revelou que pilotos ucranianos já se encontram em processo de formação para operar os Gripen, destacando que o acordo representa um novo capítulo na história da defesa do país. O líder ucraniano afirmou ainda que Kiev mantém a intenção de adquirir até 150 aeronaves Gripen, conforme previsto numa carta de intenções assinada anteriormente entre os dois países.
Além dos caças, o pacote de apoio militar sueco inclui munições, sistemas de guerra electrónica, capacidades de longo alcance e apoio à inovação tecnológica militar, sendo considerado por Estocolmo o maior apoio militar alguma vez concedido pela Suécia.
Com este reforço, a Ucrânia amplia a sua frota de aeronaves ocidentais, que já integra os caças F-16 Fighting Falcon fornecidos pelos Estados Unidos e os Mirage 2000 cedidos pela França.
Questionado sobre uma eventual reacção da Rússia, Kristersson afirmou que o seu país está preparado para possíveis ameaças híbridas e outras formas de retaliação, considerando previsível o descontentamento de Moscovo perante o reforço do apoio militar à Ucrânia.
Por sua vez, Zelensky voltou a apelar aos parceiros ocidentais, especialmente aos Estados Unidos, para aumentarem o fornecimento de sistemas de defesa aérea e mísseis antibalísticos, argumentando que a Ucrânia necessita de mais meios para proteger as suas cidades e infra-estruturas dos ataques russos.
#COSSAINFORMACAO/2026.
(Sapo).
