MARINHA APREENDE EMBARCAÇÕES COM MADEIRA ILEGAL NO RIO PARÁ.

OPERAÇÃO “ÁGATA” RESULTA NA APREENSÃO DE CERCA DE 250 METROS CÚBICOS DE MADEIRA E REFORÇA O COMBATE AOS CRIMES AMBIENTAIS NA AMAZÓNIA BRASILEIRA.

A operação integrou a Operação “Ágata”, uma iniciativa coordenada pelo Ministério da Defesa do Brasil para combater actividades ilícitas nas regiões fronteiriças e áreas estratégicas do país.

A apreensão ocorreu nas proximidades do município de Limoeiro do Ajuru, onde equipas da Marinha interceptaram um empurrador e um ferry boat que transportavam grandes quantidades de madeira sem a documentação necessária para comprovar a legalidade da carga.

De acordo com as autoridades, o empurrador transportava aproximadamente 200 metros cúbicos de madeira em toros, enquanto o ferry boat levava cerca de 50 metros cúbicos de madeira processada. 


O volume total apreendido está avaliado em cerca de 1,2 milhão de reais, equivalente a vários milhões de meticais.

Além das irregularidades relacionadas com a carga, os fiscais identificaram falhas na documentação das embarcações e problemas ligados às habilitações dos respectivos condutores, configurando infracções às normas de segurança da navegação e ao transporte de mercadorias.

Após a apreensão, as embarcações foram conduzidas para o município de Curralinho, onde serão submetidas aos procedimentos administrativos e judiciais previstos na legislação brasileira. As autoridades irão agora aprofundar as investigações para determinar a origem da madeira e identificar possíveis redes envolvidas na exploração e comercialização ilegal de recursos florestais.

Segundo a Marinha do Brasil, a embarcação denominada “Leonardo” seguia da Fazenda Santa Mónica, no município de Almeirim, com destino à cidade de Marituba. Já o ferry boat “Ana Laura” fazia a rota entre Santarém e o município de Moju.

A Operação “Ágata” tem sido uma das principais ferramentas do Governo brasileiro no combate a crimes ambientais, tráfico de drogas, contrabando, garimpo ilegal e outras actividades ilícitas que ameaçam a preservação da Amazónia. 

As autoridades defendem que acções desta natureza são fundamentais para proteger os recursos naturais e reforçar a fiscalização numa das regiões ambientalmente mais importantes do planeta.

O caso volta a chamar a atenção para os desafios enfrentados pelos países da região amazónica no combate à exploração ilegal de madeira, uma actividade que contribui para o desmatamento, perda da biodiversidade e agravamento das mudanças climáticas.

#COSSAINFORMACAO/2026.
Fonte: Agência marinha notícias.

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