O líder do Economic Freedom Fighters, Julius Malema, manifestou-se de forma contundente contra os actos de xenofobia que continuam a marcar a África do Sul, sobretudo contra cidadãos estrangeiros oriundos de países vizinhos.
Num discurso firme e sem rodeios, Malema criticou duramente os sul-africanos que culpam imigrantes pela falta de emprego, afirmando que muitos dos que promovem esse discurso não possuem qualificações nem competências profissionais. Para o político, este tipo de comportamento não só é irresponsável como também desvia a atenção dos verdadeiros problemas estruturais que afectam o país, como o desemprego, a desigualdade social e a fraca capacitação da mão-de-obra
Malema foi ainda mais longe ao afirmar que não precisa do apoio de pessoas que alimentam a xenofobia, desafiando inclusive outras forças políticas, como o partido ligado a Jacob Zuma, a acolherem esse tipo de eleitores. A sua posição reforça a tentativa de distanciar o seu partido de práticas discriminatórias e violentas.
O líder recordou igualmente o papel histórico de países africanos, com destaque para o Zimbábue, que acolheram e apoiaram sul-africanos durante o período do Apartheid. Na altura, figuras como Robert Mugabe garantiram abrigo, alimentação e solidariedade aos que fugiam da repressão racial.
Segundo Malema, é inaceitável que, hoje, a África do Sul retribua esse apoio com hostilidade e violência contra estrangeiros. Para ele, tais atitudes representam uma negação dos valores africanos, particularmente do Ubuntu, que defende a união, empatia e respeito entre os povos.
A intervenção surge num contexto em que a xenofobia continua a ser um desafio social e político no país, levantando preocupações ao nível regional. Malema defende que a solução passa por políticas inclusivas, investimento na educação e criação de oportunidades, ao invés de procurar bodes expiatórios entre os mais vulneráveis.
#Cossainformacao/2026.
(I.M.)


