Teerão voltou a subir o tom nas tensões com os Estados Unidos da América, alertando que o regresso das hostilidades é “provável” e acusando Washington de não demonstrar compromisso com acordos internacionais.
Num comunicado divulgado este sábado, o comando militar iraniano sustenta que a flexibilidade demonstrada nas negociações realizadas em Islamabade, bem como durante o período de cessar-fogo, foi respondida com uma postura cada vez mais agressiva por parte da administração de Donald Trump.
As autoridades iranianas rejeitam as exigências norte-americanas, classificando-as como um pedido de “rendição”, considerado inaceitável. Entre os principais pontos de discórdia continuam o levantamento das sanções e o controlo do estreito de Ormuz, questões que Teerão defende serem prioritárias antes de qualquer avanço no dossier nuclear.
Do lado americano, Donald Trump já manifestou insatisfação com a proposta de paz apresentada pelo Irão, admitindo dúvidas quanto à possibilidade de um acordo e reiterando ameaças de ação militar caso as negociações falhem.
Entretanto, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmaeil Baghaei, apelou aos cidadãos dos Estados Unidos para responsabilizarem o seu Governo, classificando o conflito como uma “guerra ilegal” e um ato de agressão não provocado.
A retórica de resistência foi reforçada por responsáveis iranianos, que evocam episódios históricos, como a expulsão de potências europeias — incluindo Portugal — para sublinhar o que consideram ser a bravura e a capacidade de resistência do país.
Apesar do agravamento do discurso, continuam os esforços diplomáticos para evitar uma escalada do conflito. O Paquistão mantém-se ativo na mediação entre as partes, com o apoio do Kuwait, numa tentativa de promover estabilidade regional e mitigar impactos económicos mais amplos.
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(Fonte anónima).
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