HCB ENTRA NA LAM COM 25,2% E REFORÇA APOSTA ESTRATÉGICA DO ESTADO.

HIDROELÉCTRICA DE CAHORA BASSA APROVA PARTICIPAÇÃO NA REESTRUTURAÇÃO DA COMPANHIA AÉREA NACIONAL.

A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) aprovou oficialmente a aquisição de 25,2% do capital social das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), no quadro do processo de reestruturação e recapitalização da companhia aérea nacional.

A decisão coloca a HCB entre os principais accionistas da LAM, ao lado da Empresa Moçambicana de Seguros (EMOSE) e dos Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), que passam igualmente a integrar a nova estrutura accionista com participações de 15,4% cada.

O movimento surge numa altura em que o Governo procura recuperar a estabilidade financeira e operacional da transportadora aérea estatal, que há vários anos enfrenta dificuldades relacionadas com dívidas, limitações de frota, cancelamentos de voos e prejuízos acumulados.

Segundo informações ligadas ao processo, a entrada da HCB visa assegurar capital para apoiar a modernização da empresa, aquisição de aeronaves e melhoria dos serviços prestados aos passageiros.

A operação representa também uma nova etapa na estratégia de diversificação de investimentos por parte da Hidroeléctrica de Cahora Bassa, uma das empresas mais lucrativas do país e principal produtora de energia eléctrica em Moçambique.

Analistas entendem que o envolvimento da HCB poderá fortalecer financeiramente a LAM, tendo em conta a capacidade de geração de receitas da hidroeléctrica. Contudo, o modelo continua a gerar debate entre economistas e organizações da sociedade civil, que alertam para o risco de empresas públicas financeiramente sólidas assumirem encargos de uma companhia historicamente deficitária.

Recentemente, instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Centro de Integridade Pública (CIP) manifestaram reservas em relação à estratégia adoptada pelo Estado para salvar a LAM, defendendo maior transparência e sustentabilidade no processo de reestruturação.

Apesar das críticas, o Executivo considera que a recuperação da LAM é fundamental para garantir a conectividade aérea nacional, impulsionar o turismo, facilitar negócios e assegurar a posição estratégica de Moçambique no sector dos transportes aéreos da região.

Com esta decisão, a HCB reforça o seu papel no panorama económico nacional, expandindo a sua presença para além do sector energético e passando a integrar directamente um dos mais importantes processos de recuperação empresarial em curso no país.

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(AIMNEWS).

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