PALMA — A chegada do navio lança-tubos STINGRAY à Baía de Palma, na província de Cabo Delgado, marca um novo momento nas actividades offshore do Projecto Mozambique LNG, liderado pela TotalEnergies em parceria com o Governo de Moçambique e outros parceiros internacionais.
A embarcação, especializada na instalação de gasodutos submarinos, encontra-se na zona de concessão da Bacia do Rovuma, sinalizando o avanço das operações de construção offshore associadas ao desenvolvimento do projecto.
O movimento ocorre depois da suspensão das actividades do Mozambique LNG em 2021, na sequência da deterioração das condições de segurança em Cabo Delgado.
A retoma das operações representa, assim, um passo relevante para a implementação do empreendimento.
Entre os trabalhos previstos está a instalação das infra-estruturas submarinas necessárias para ligar os poços de produção às unidades de processamento e liquefacção de gás.
O Mozambique LNG prevê o desenvolvimento dos recursos de gás natural da Área 1 da Bacia do Rovuma, incluindo duas linhas de liquefacção com capacidade conjunta prevista de 13,1 milhões de toneladas de GNL por ano.
O projecto é considerado um dos maiores investimentos de gás natural liquefeito em África, com um valor estimado em mais de 20 mil milhões de dólares norte-americanos.
A retoma das actividades offshore coloca novamente em destaque as expectativas em torno dos benefícios económicos do projecto, nomeadamente a criação de oportunidades para empresas e trabalhadores moçambicanos, o desenvolvimento de fornecedores nacionais e o aumento da participação do conteúdo local.
As autoridades governamentais e representantes da TotalEnergies acompanham a evolução das operações, enquanto o Governo tem reiterado a importância da segurança, transparência e conteúdo local na execução do projecto.
A chegada do STINGRAY constitui, deste modo, um dos sinais físicos mais visíveis do avanço das actividades do Mozambique LNG e reforça as expectativas sobre o papel do gás natural no futuro energético e económico de Moçambique.
FONTE: Actividades do Projecto Mozambique LNG/TotalEnergies e dados disponibilizados pelas autoridades moçambicanas.
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