O ambiente de tensão continua a aumentar na África do Sul depois de Phakelamthakathi Ndabandaba ter anunciado um ultimato para que estabelecimentos comerciais pertencentes a cidadãos estrangeiros deixem de operar após 31 de Julho, defendendo que as comunidades locais recuperem oportunidades económicas.
Segundo relatos, centenas de apoiantes participaram em marchas em algumas zonas de Soweto, empunhando paus e entoando palavras de ordem em defesa da prioridade aos negócios pertencentes a cidadãos sul-africanos.
As manifestações intensificaram o debate nacional sobre imigração irregular, propriedade de pequenos negócios e participação económica.
Entretanto, o movimento demonstra sinais de divisão interna. Ngizwe Mchunu, anteriormente associado à campanha, anunciou publicamente o seu afastamento das acções previstas, alegando preocupações legais e afirmando não querer ser associado a actividades que possam resultar em responsabilidade criminal.
Por sua vez, Jacinta Ngobese-Zuma voltou a criticar a actuação do Governo na gestão da imigração ilegal e na aplicação da lei, defendendo que as autoridades não têm respondido de forma eficaz às preocupações manifestadas por parte da população.
As autoridades sul-africanas reiteraram que qualquer acção relacionada com a fiscalização das leis de imigração e das actividades comerciais deve ser conduzida exclusivamente pelos órgãos competentes, dentro dos limites da Constituição.
O Governo advertiu ainda que actos de intimidação, violência ou destruição de bens não serão tolerados.
Os acontecimentos continuam a gerar intenso debate no país. Enquanto alguns sectores defendem um reforço da fiscalização das leis migratórias, outros alertam para os riscos da justiça pelas próprias mãos e para o potencial agravamento das tensões entre comunidades.
Fonte: autoridades sul-africanas sobre a aplicação das leis de imigração e da ordem pública.
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