Consumidores afirmam que os equipamentos deixaram de aceitar recargas desde o período das manifestações pós-eleitorais, enquanto a energia continua disponível, aumentando o receio de futuras cobranças e sanções.
Uma situação considerada insólita está a afectar centenas de consumidores de energia eléctrica no bairro Machava Km-15, no município da Matola, província de Maputo. Há mais de um ano, vários residentes afirmam que os seus contadores de Credelec deixaram de aceitar novas recargas, mas continuam a fornecer energia eléctrica sem interrupção.
De acordo com os moradores, o problema terá começado durante o período das manifestações pós-eleitorais registadas em 2024.
Desde então, os contadores passaram a rejeitar qualquer tentativa de carregamento, mantendo, contudo, o fornecimento de energia, como se os créditos existentes nunca se esgotassem.
Apesar de, à primeira vista, a situação parecer vantajosa para os consumidores, o sentimento predominante entre os residentes é de preocupação.
Muitos receiam que o consumo esteja a ser registado internamente pelos equipamentos e que, quando a avaria for corrigida, sejam confrontados com facturas de elevado valor, cobranças retroactivas, multas ou até acusações de consumo irregular de energia.
Os moradores apelam à intervenção urgente da Electricidade de Moçambique (EDM), defendendo que a empresa realize uma avaliação técnica aos contadores afectados e esclareça oficialmente a origem da anomalia, bem como as consequências para os consumidores que, desde 2024, não conseguem efectuar recargas apesar de continuarem a receber energia.
Alguns residentes afirmam ter tentado adquirir novos créditos de Credelec em diferentes ocasiões, mas todas as tentativas foram recusadas pelos equipamentos, sem que o fornecimento fosse interrompido.
A ausência de uma comunicação oficial tem aumentado a incerteza entre as famílias, que temem ser responsabilizadas por uma situação que dizem estar fora do seu controlo.
Até ao momento, a Electricidade de Moçambique ainda não se pronunciou publicamente sobre o caso nem indicou quais as medidas que poderão ser adoptadas para resolver o problema.
Fontes: Jornal Notícias.
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