MOÇAMBICANOS OBRIGADOS A VIAJAR PARA O ESTRANGEIRO PARA SOLICITAR VISTOS DOS EUA.

GOVERNO NORTE-AMERICANO SUSPENDE PROCESSAMENTO DE VISTOS NA EMBAIXADA EM MAPUTO E REMETE CANDIDATOS PARA CENTROS REGIONAIS.

Os cidadãos moçambicanos que pretendam viajar para os Estados Unidos da América passarão a enfrentar novos desafios no processo de obtenção de vistos. 

O Governo norte-americano anunciou a suspensão do processamento de vistos de imigração e de não-imigração na Embaixada dos Estados Unidos em Maputo, uma medida que entra em vigor ainda durante o mês de Junho de 2026.

A decisão surge no âmbito de uma ampla reestruturação dos serviços consulares dos Estados Unidos em África, aprovada pelo Secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. 

Segundo informações divulgadas pela agência Associated Press (AP), o número de postos diplomáticos africanos autorizados a emitir vistos será reduzido de quase 50 para apenas 20, numa estratégia que visa reforçar o controlo migratório e aumentar a fiscalização dos pedidos de entrada no território norte-americano.

Com esta alteração, os cidadãos moçambicanos que necessitem de um visto para estudar, trabalhar, fazer turismo, participar em programas de intercâmbio ou emigrar para os Estados Unidos terão de se deslocar a países vizinhos ou da região para tratar da documentação necessária.

Entre os centros regionais indicados para o processamento dos pedidos estão cidades como Joanesburgo e Cidade do Cabo, na África do Sul, Luanda, em Angola, Dar-es-Salaam, na Tanzânia, e Kigali, no Ruanda.

A medida poderá representar custos adicionais significativos para os requerentes, que terão de suportar despesas de transporte, alojamento e alimentação durante o período de tramitação dos seus processos. Além disso, existe a preocupação de que a procura concentrada nestes centros regionais provoque um aumento dos tempos de espera para marcações e entrevistas consulares.

Apesar da suspensão dos serviços de vistos, a Embaixada dos Estados Unidos em Maputo continuará a funcionar para prestar assistência aos cidadãos norte-americanos residentes ou em trânsito em Moçambique, bem como para tratar de renovações de passaportes, emergências consulares e assuntos diplomáticos.

Até ao momento, o Governo moçambicano ainda não se pronunciou oficialmente sobre os impactos desta decisão, que poderá afectar estudantes, empresários, turistas e profissionais que mantêm relações frequentes com os Estados Unidos.

A nova política marca uma mudança significativa no acesso dos moçambicanos aos serviços consulares norte-americanos e levanta preocupações quanto às dificuldades logísticas e financeiras que muitos cidadãos poderão enfrentar para concretizar os seus planos de viagem para os Estados Unidos.

#COSSAINFORMACAO/2026.

(Fonte anónima)

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