O presidente do conselho de administração da MTN Group, Mcebisi Jonas, manifestou preocupação com o crescimento da xenofobia na África do Sul, considerando que a hostilidade contra cidadãos estrangeiros não constitui uma solução para os problemas estruturais enfrentados pelo país.
Segundo Jonas, mesmo que todos os imigrantes deixassem o território sul-africano, questões como o desemprego, a desigualdade social, a corrupção e a má governação permaneceriam por resolver.
Para o responsável, estes desafios resultam sobretudo de falhas na gestão pública e não da presença de cidadãos provenientes de outros países africanos.
O antigo vice-ministro das Finanças defendeu ainda que o Governo sul-africano tem responsabilidades na forma como gere a imigração, nomeadamente no controlo das fronteiras, na aplicação das leis migratórias e na criação de mecanismos eficazes de regularização. Na sua opinião, a incapacidade de responder a estas questões abriu espaço para que alguns sectores políticos utilizem os estrangeiros como bode expiatório para problemas internos.
Mcebisi Jonas condenou igualmente o tribalismo e o etnonacionalismo, classificando-os como heranças do período colonial que continuam a alimentar divisões entre os povos africanos. O dirigente apelou ao reforço da solidariedade e da integração continental, defendendo que o futuro do continente depende da cooperação entre os seus Estados e cidadãos.
Durante a sua intervenção, Jonas afirmou que "a África do Sul não é nada sem a África, e a África não é nada sem a África do Sul", sublinhando a importância da unidade africana para enfrentar os desafios comuns de desenvolvimento, segurança e prosperidade.
O responsável concluiu defendendo que nenhuma pessoa deve ser discriminada ou ter o seu estatuto questionado apenas em função da sua nacionalidade, apelando ao respeito pela dignidade humana e aos princípios de convivência entre os povos africanos.
Fonte: Declarações de Mcebisi Jonas divulgadas por diversos meios de comunicação e plataformas digitais sul-africanas.
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