TAAG ACUSADA DE ACUMULAR DÍVIDA DE 9 MILHÕES DE DÓLARES COM EMPRESA DE APOIO EM SOLO.

GHASSIST ALEGA USO INDEVIDO DOS SEUS EQUIPAMENTOS APÓS RESCISÃO CONTRATUAL.

A companhia TAAG Linhas Aéreas de Angola está no centro de uma nova polémica relacionada com alegadas dívidas acumuladas junto da empresa Ghassist, responsável durante vários anos pelos serviços de apoio operacional em solo e fornecimento de equipamentos aeroportuários.

Segundo informações tornadas públicas, a Ghassist reclama um montante estimado em cerca de 9 milhões de dólares norte-americanos, valor que teria resultado de pagamentos pendentes acumulados ao longo de aproximadamente dez anos de relação contratual entre as duas empresas.

De acordo com a prestadora de serviços, a situação agravou-se depois de a TAAG ter decidido rescindir o contrato e contratar um novo fornecedor para assegurar os serviços aeroportuários. A Ghassist alega que, apesar do fim da parceria, os equipamentos pertencentes à empresa continuam a ser utilizados pela nova operadora contratada pela transportadora aérea angolana.

A empresa considera a situação inaceitável e entende que o uso contínuo dos seus meios técnicos sem uma resolução formal da disputa representa uma violação dos seus direitos comerciais e patrimoniais.

Fontes ligadas ao processo indicam que o diferendo não é recente e que as divergências entre as partes se arrastam há vários anos, envolvendo questões relacionadas com pagamentos, utilização de equipamentos e responsabilidades contratuais.

Até ao momento, a TAAG Linhas Aéreas de Angola ainda não se pronunciou publicamente sobre as acusações feitas pela Ghassist, mantendo silêncio em relação aos alegados valores em dívida e às denúncias de utilização dos equipamentos.

Analistas do sector da aviação consideram que casos desta natureza podem afectar a imagem institucional das companhias aéreas, sobretudo numa altura em que várias empresas africanas procuram reforçar a confiança dos parceiros internacionais e modernizar os seus serviços.

A expectativa é que as duas partes possam alcançar uma solução negociada ou recorrer aos mecanismos judiciais e arbitrais para esclarecer as responsabilidades financeiras e contratuais envolvidas no caso.

#COSSAINFORMACAO/2026.

(arcoin).

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