Um alto funcionário do Departamento dos Assuntos Internos da África do Sul revelou um cenário alarmante no sistema de asilo do país, afirmando que o processo está a ser “abusado por todos os lados”.
Segundo as autoridades, um requerente de asilo desapareceu em 2014 e voltou a surgir apenas em 2018, num caso que expõe a fragilidade do controlo migratório.
O responsável reconheceu ainda que “qualquer coisa que se faça acaba por ser um abuso do sistema de asilo”.
O departamento revelou igualmente que os cidadãos etíopes constituem o grupo que mais recorre aos tribunais, com os processos de revisão judicial a serem alegadamente explorados por advogados que actuam junto de imigrantes detidos no centro de Lindela, destinado à deportação de estrangeiros ilegais.
A situação agravou-se depois de o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) ter suspendido o financiamento de um projecto considerado fundamental para a gestão dos pedidos de asilo.
Como consequência, existem actualmente cerca de 90 mil processos inactivos, enquanto novos casos continuam a surgir diariamente.
Entretanto, aumenta a tensão entre os nocidadãos sul-africanos, que têm realizado protestos frequentes contra a imigração ilegal, a falta de emprego e o aumento da criminalidade. Muitos consideram que o sistema migratório se encontra em colapso total devido à acumulação de atrasos e à exploração contínua das fragilidades legais.
As revelações reacendem o debate sobre a necessidade urgente de reformas profundas no sistema de asilo da África do Sul.
#COSSAINFORMACAO/2026.
(DUDULA).
