
O Governo da Nigéria confirmou este sábado a morte de Abou Bilal al-Minuki, descrito pelas autoridades como um dos mais influentes e activos líderes do grupo extremista Estado Islâmico (EI), durante uma operação militar conjunta conduzida com apoio das forças norte-americanas.
O anúncio foi feito pelo Presidente nigeriano, Bola Tinubu, poucas horas depois de o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter revelado o sucesso da missão através da rede social Truth Social.
Segundo Tinubu, a operação representou “um duro golpe” contra as estruturas do Estado Islâmico em África, sublinhando a estreita colaboração militar entre Abuja e Washington no combate ao terrorismo internacional.
“As nossas forças armadas, em estreita coordenação com as forças dos Estados Unidos, executaram uma missão ousada e altamente complexa”, declarou o chefe de Estado nigeriano.
As Forças Armadas da Nigéria identificaram al-Minuki como um “alto responsável do Estado Islâmico e um dos terroristas mais activos do mundo”, alegadamente envolvido na coordenação de operações terroristas em várias regiões africanas.
Por sua vez, Trump afirmou que o dirigente extremista acreditava estar protegido em território africano, mas acabou localizado graças ao trabalho de inteligência desenvolvido em cooperação com parceiros internacionais.
O Presidente norte-americano garantiu ainda que a morte do líder jihadista enfraquece significativamente a capacidade operacional do grupo extremista, sobretudo nas suas ramificações activas na África Ocidental e no Sahel.
A operação surge numa altura em que a Nigéria enfrenta um recrudescimento da violência armada no nordeste e noroeste do país. Desde 2009, o grupo Boko Haram tem conduzido ataques sangrentos contra civis, forças de segurança e infra-estruturas públicas, provocando milhares de mortos e deslocados.
Nos últimos anos, a ameaça agravou-se com o fortalecimento do Estado Islâmico da Província da África Ocidental (ISWAP), uma facção dissidente do Boko Haram alinhada com o EI.
Além disso, grupos armados como o Lakurawa, apontado como ligado ao Estado Islâmico da Província do Sahel, têm intensificado ataques nos estados de Kebbi e Sokoto, aumentando a instabilidade na região.
Em Fevereiro deste ano, a Nigéria recebeu cerca de uma centena de militares norte-americanos destacados para a Base Aérea de Bauchi, no âmbito do reforço da cooperação antiterrorista entre os dois países.
Os combates intensificaram-se desde finais de 2025, quando forças dos Estados Unidos e militares nigerianos iniciaram uma nova vaga de ataques aéreos contra posições jihadistas no noroeste do país.
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(N.minuto)
