O PROJECTO VISA REDUZIR A DEPENDÊNCIA DAS IMPORTAÇÕES, REFORÇAR A SEGURANÇA ENERGÉTICA E TRANSFORMAR O PAÍS NUM CENTRO REGIONAL DE DISTRIBUIÇÃO DE COMBUSTÍVEIS.
O anúncio foi feito durante a abertura da XI Conferência e Exposição de Mineração e Energia de Moçambique (MMEC 2025), realizada na cidade de Maputo.
Segundo o Chefe do Estado, o entendimento firmado entre a empresa pública moçambicana Petromoc e o grupo petrolífero nigeriano Aiteo representa um passo estratégico para o fortalecimento do sector energético nacional.
De acordo com as informações oficiais, o projecto prevê a construção de uma refinaria modular com capacidade para processar até 200 mil barris de combustível por dia, incluindo gasolina, gasóleo e combustível de aviação Jet A1.
O empreendimento contempla igualmente infra-estruturas de armazenamento de combustíveis líquidos e gasosos.
O Presidente Daniel Chapo explicou que a iniciativa poderá aumentar significativamente a capacidade nacional de armazenamento, estimada em 160 mil toneladas métricas para combustíveis líquidos e cerca de 24 mil toneladas métricas para gás de petróleo liquefeito.
Segundo o Governo, a implementação da primeira fase poderá ocorrer num período aproximado de dois anos.
Durante o mesmo evento, o Chefe do Estado anunciou também um segundo memorando de entendimento entre Moçambique e a Zâmbia para a construção de um oleoduto destinado ao transporte de combustíveis entre o Porto da Beira e território zambiano.
O projecto deverá reduzir o intenso tráfego de camiões na Estrada Nacional Número Seis e facilitar o abastecimento do mercado zambiano através do corredor da Beira.
O Governo considera que estes investimentos poderão contribuir para a redução da dependência externa de combustíveis refinados, numa altura em que Moçambique continua vulnerável às oscilações do mercado internacional de petróleo e aos custos elevados de importação. Analistas defendem que a criação de capacidade nacional de refinação poderá fortalecer a segurança energética e reduzir a pressão sobre os preços internos dos combustíveis.
A Aiteo, parceira da Petromoc neste projecto, é uma companhia petrolífera independente da Nigéria com operações no sector de hidrocarbonetos em África. A empresa é apontada como uma das maiores operadoras privadas nigerianas no ramo petrolífero.
Apesar do anúncio oficial, importa sublinhar que, nesta fase, o que foi assinado é um memorando de entendimento. Isto significa que o projecto ainda deverá passar por estudos técnicos, financeiros e de viabilidade antes do arranque efectivo das obras. Entretanto, o Governo acredita que a iniciativa poderá impulsionar a industrialização do país, criar empregos e posicionar Moçambique como um futuro actor relevante no mercado regional de combustíveis.
#COSSAINFORMACAO/2026.
(Fonte anónima).
