
A sessão reuniu maioritariamente mulheres, representando cerca de 99 por cento dos participantes, numa turma composta por mais de 28 pessoas, acima do mínimo previsto de 25 integrantes por grupo.
Durante os debates, as mulheres mostraram-se dinâmicas, participativas e determinadas, demonstrando potencial para assumir papéis de liderança nas cooperativas agrícolas, desde que continuem a aplicar os conhecimentos adquiridos nas formações.
O projecto tem como principal objectivo formar produtoras e produtores conscientes, capacitados e organizados em cooperativas, promovendo crescimento económico e desenvolvimento social nas comunidades rurais.
A iniciativa coloca especial enfoque na mulher rural, reconhecendo que muitas mulheres ainda enfrentam dificuldades no acesso à terra, recursos produtivos e participação nos processos de tomada de decisão.
De acordo com a coordenadora da escola na machamba da SOCODEV, diz que a mensagem central do projecto é garantir o empoderamento económico feminino através de assistência técnica, organização cooperativa e acesso a oportunidades produtivas.
Entre os principais benefícios para as cooperativas destacam-se o acesso a insumos a crédito, assistência técnica às culturas produzidas e acompanhamento especializado, desde que as actividades agrícolas estejam integradas nas cadeias de valor das cooperativas.
Apesar da predominância feminina, homens também participaram da sessão, embora em número reduzido. Segundo os responsáveis do projecto, os homens desempenham um papel estratégico de apoio, ajudando na implementação dos conhecimentos e na sensibilização das comunidades.
A estratégia do programa passa por manter as mulheres na liderança das iniciativas, enquanto os homens funcionam como base de suporte para reduzir resistências familiares e fortalecer a implementação local das actividades.
Actualmente, o projecto está a ser implementado em duas províncias, nomeadamente Maputo e Gaza, abrangendo cinco distritos: Marracuene e Manhiça, na província de Maputo, bem como Manjacaze, Chókwè e Guijá, em Gaza.
As cooperativas envolvidas incluem a CUPDASI, em Maputo, e a CUPDAZA, em Gaza.
A escolha da zona sul do país resulta da vulnerabilidade enfrentada por muitas mulheres, devido à migração frequente dos homens para a África do Sul, situação que deixa várias famílias dependentes da capacidade produtiva feminina.
A coordenadora explicou ainda que o processo de criação e consolidação de cooperativas é gradual e pode levar entre cinco a dez anos, razão pela qual o projecto mantém, nesta fase, foco no fortalecimento das cooperativas já existentes e no acompanhamento contínuo da adesão comunitária.
A avaliação geral da sessão foi considerada positiva, destacando-se a qualidade dos participantes, o nível de abertura nos debates e o potencial impacto económico e social que as formações poderão gerar para as famílias e comunidades abrangidas.
#COSSAINFORMACAO/2026.



