O mais recente capΓtulo do escΓ’ndalo das dΓvidas ocultas terminou com uma importante vitΓ³ria judicial para MoΓ§ambique, depois de o Tribunal Superior de Londres rejeitar o pedido de recurso apresentado pelo grupo Privinvest.
A decisΓ£o surgiu apΓ³s a empresa nΓ£o ter efectuado o pagamento da cauΓ§Γ£o exigida pelo tribunal britΓ’nico para sustentar o recurso, tornando definitiva a sentenΓ§a emitida em Julho de 2024.
Com esta decisΓ£o, a Privinvest fica obrigada a indemnizar o Estado moΓ§ambicano em cerca de 1,9 biliΓ£o de dΓ³lares norte-americanos, num dos maiores processos financeiros da histΓ³ria do paΓs.
O juiz Robin Knowles concluiu que a Privinvest pagou subornos para garantir contratos milionΓ‘rios relacionados com navios patrulha, embarcaΓ§Γ΅es de pesca e sistemas de radar destinados Γ s empresas Proindicus, EMATUM e MAM.
As trΓͺs empresas, associadas ao ServiΓ§o de InformaΓ§Γ£o e SeguranΓ§a do Estado (SISE), contraΓram dΓvidas avaliadas em cerca de 2 biliΓ΅es de dΓ³lares junto dos bancos Credit Suisse e VTB entre 2013 e 2014, com garantias secretas emitidas pelo Governo moΓ§ambicano, sem aprovaΓ§Γ£o parlamentar.
Com a sentenΓ§a agora definitiva, MoΓ§ambique poderΓ‘ avanΓ§ar para a penhora de activos da Privinvest em vΓ‘rios paΓses, caso a empresa nΓ£o efectue o pagamento voluntariamente.
A Procuradoria-Geral da RepΓΊblica considera o desfecho uma vitΓ³ria histΓ³rica, depois de oito anos de batalhas judiciais travadas em tribunais de Londres, SuΓΓ§a e Estados Unidos da AmΓ©rica.
Entretanto, persistem dΓΊvidas entre os moΓ§ambicanos sobre o real impacto da decisΓ£o na vida da populaΓ§Γ£o. Apesar das sucessivas vitΓ³rias judiciais alcanΓ§adas pelo Estado, muitos cidadΓ£os receiam que os valores recuperados nΓ£o se traduzam em melhorias concretas nos sectores da educaΓ§Γ£o, saΓΊde e infra-estruturas.
Como prΓ³ximos passos, a PGR deverΓ‘ concentrar-se na execuΓ§Γ£o da sentenΓ§a e na tentativa de recuperaΓ§Γ£o de activos da Privinvest localizados no Dubai, FranΓ§a e outros paΓses.
O Governo garante que os fundos recuperados serΓ£o canalizados para o fundo soberano e para projectos de desenvolvimento nacional, numa altura em que o paΓs continua a enfrentar desafios econΓ³micos marcados pela inflaΓ§Γ£o e elevado custo de vida.
Analistas consideram que, alΓ©m da dimensΓ£o jurΓdica, o caso representa tambΓ©m uma vitΓ³ria simbΓ³lica para MoΓ§ambique, demonstrando que o paΓs conseguiu enfrentar e vencer um poderoso grupo empresarial num tribunal internacional.
Ainda assim, a grande expectativa da populaΓ§Γ£o permanece centrada na forma como os biliΓ΅es eventualmente recuperados serΓ£o aplicados em benefΓcio directo do povo moΓ§ambicano.
#COSSAINFORMACAO/2026.
(TEUTERS)

ParabΓ©ns MoΓ§ambique, se tudo dar certo, o governo, deve trabalhar bem com este dinheiro, uma vez que o paΓs estΓ‘ com muitas faltas.
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