PENTÁGONO AINDA NÃO ASSUME RESPONSABILIDADE POR BOMBARDEAMENTO QUE MATOU MAIS DE 150 RAPARIGAS.
Segundo Cooper, este factor torna o processo investigativo mais difícil do que em operações militares consideradas convencionais.
“O edifício encontrava-se numa base militar activa. É uma investigação mais complexa do que um ataque comum”, afirmou o responsável militar norte-americano.
Durante a sessão, o congressista democrata Adam Smith pressionou o Pentágono a reconhecer responsabilidades pelo bombardeamento, recordando que, em situações anteriores, os Estados Unidos admitiram rapidamente falhas mesmo antes da conclusão formal das investigações.
“É bastante claro o que aconteceu ali”, declarou Smith, sublinhando que já passaram cerca de 80 dias desde o ataque sem qualquer admissão oficial de culpa por parte das autoridades norte-americanas.
Em resposta, Brad Cooper insistiu que os Estados Unidos “não atacam deliberadamente civis” e reforçou que o alvo da ofensiva era a Guarda Revolucionária Islâmica e não o povo iraniano.
O ataque ocorreu no contexto da ofensiva militar lançada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão no final de Fevereiro.
Entretanto, o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, apelou em Março para que Washington conclua rapidamente a investigação ao bombardeamento, que terá causado 155 mortos, incluindo 120 crianças.
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(N.MINUTO).
