O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou como uma “afronta ao sistema judicial” a decisão de um juiz federal que limita o ambicioso projecto de construção de um salão de baile na Casa Branca.
A reacção surge após o juiz Richard León determinar que a obra deve restringir-se apenas à componente subterrânea, incluindo infra-estruturas de segurança, impedindo assim a construção do salão de baile nos moldes inicialmente previstos.
Numa publicação feita na rede social Truth Social, Trump acusou o magistrado de agir com motivações políticas e de ultrapassar os limites legais, afirmando que a decisão está a causar “um enorme prejuízo” ao país.
Recorde-se que, há cerca de um mês, o mesmo juiz já havia ordenado a suspensão das obras, permitindo apenas intervenções consideradas essenciais para a segurança da residência presidencial e do chefe de Estado.
O projecto, avaliado em cerca de 400 milhões de dólares, integra um conjunto de iniciativas ligadas às celebrações dos 250 anos da independência dos Estados Unidos. Trump tem defendido a construção como parte do seu legado político, sublinhando que a Casa Branca nunca dispôs de um salão de baile.
Segundo a administração norte-americana, o empreendimento seria financiado por doações privadas, incluindo contribuições do próprio presidente. Para dar lugar à nova infra-estrutura, Trump chegou a ordenar a demolição da Ala Leste da Casa Branca, prevendo-se um espaço com capacidade para acolher até 999 pessoas.
A decisão judicial intensifica o braço-de-ferro entre o poder executivo e o sistema judicial nos Estados Unidos, numa altura em que o projecto assume também contornos políticos e simbólicos.
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(N.M.)
