ESCALADA MILITAR AGRAVA TENSÃO NO MÉDIO ORIENTE, COM NOVOS BOMBARDEAMENTOS, SUBIDA DO PREÇO DO PETRÓLEO E BLOQUEIO DO ESTREITO DE ORMUZ A PREOCUPAR a ECONOMIA MUNDIAL .
O Irão voltou a subir o tom das ameaças contra os Estados Unidos e Israel, prometendo lançar ataques “devastadores” em resposta às declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, que ameaçou reduzir o país à “Idade da Pedra” nas próximas semanas.
A tensão agravou-se esta quinta-feira, com novas explosões registadas em Teerão, numa altura em que o conflito no Médio Oriente entra numa fase mais crítica. O Exército iraniano afirmou que continuará os ataques até à “humilhação e rendição” dos seus adversários.
As declarações surgem depois de Trump ter reafirmado que Washington está próximo de alcançar os seus objectivos militares, justificando a ofensiva com a necessidade de impedir o Irão de desenvolver armas nucleares.
Por sua vez, o embaixador iraniano junto da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Reza Najafi, rejeitou as acusações norte-americanas, classificando-as como “uma grande mentira”, e garantiu que o país não retomou o enriquecimento de urânio após os bombardeamentos de 2025.
No terreno, os ataques continuam a provocar destruição significativa. Em Teerão, várias infra-estruturas foram atingidas, incluindo o Instituto Pasteur, enquanto explosões foram registadas em diferentes bairros da capital.
O conflito já ultrapassa as fronteiras iranianas. Os Emirados Árabes Unidos anunciaram ter intercetado 19 mísseis e 26 drones, enquanto Israel afirma ter neutralizado projécteis lançados pelo Irão e pelo Hezbollah.
Com mais de um mês de combates e milhares de mortos, a guerra está também a afectar a economia global. O bloqueio do Estreito de Ormuz — por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial — está a pressionar os mercados, fazendo subir o preço do barril de Brent para mais de 108 dólares.
Perante este cenário, o Reino Unido reuniu cerca de 40 países para discutir medidas urgentes para restabelecer a navegação naquela rota estratégica.
Apesar da intensidade dos ataques, o regime iraniano continua a contar com o apoio de parte da população. Em Teerão, durante o funeral de um comandante da Guarda Revolucionária, cidadãos manifestaram determinação em resistir.
“Esta guerra pode demorar o tempo que for necessário, mas continuaremos firmes até ao fim”, afirmou um residente local.
#Cossainformacao/2026.
(ZAP).


