GRUPOS EXIGEM SAÍDA DE ESTRANGEIROS E AUMENTAM PRESSÃO SOBRE O GOVERNO DE Cyril Ramaphosa.
A África do Sul enfrenta um clima crescente de tensão social, após grupos organizados convocarem uma paralisação nacional marcada para o próximo dia 4 de Maio.
O movimento é liderado por uma organização que se identifica como “Concerned Citizens and Voters of SA que exige a saída de estrangeiros do país, incluindo imigrantes com e sem documentação legal.
Entre as principais acções previstas estão o encerramento de empresas, escolas e serviços públicos, bem como a entrega de um memorando ao Presidente da República, Cyril Ramaphosa, com o objectivo de pressionar o Governo a adoptar medidas migratórias mais restritivas.
A mobilização ocorre num contexto de crescente hostilidade contra cidadãos estrangeiros, com destaque para a actuação de grupos como a Operation Dudula, frequentemente associados a acções de intimidação e protestos em comunidades urbanas.
Na cidade de Durban, recentes manifestações já provocaram a interrupção de actividades comerciais, encerramento de estabelecimentos e aumento da tensão nas ruas.
Autoridades governamentais e organizações da sociedade civil alertam para o risco de escalada de violência, sobretudo numa altura em que o país se prepara para eleições locais ainda este ano.
O cenário levanta preocupações quanto à segurança, estabilidade social e impacto económico, podendo também afectar cidadãos estrangeiros oriundos de países vizinhos, incluindo Moçambique.o Moçambique.
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