A Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique esclareceu que a greve em curso não foi cancelada, mas apenas temporariamente abrandada, com o objectivo de abrir espaço para negociações com o Governo.
De acordo com o representante da classe, Anselmo Muchave, a actual governação apresenta desafios ainda mais graves quando comparada com a anterior, tendo manifestado preocupação com o que considera ser uma crescente degradação das condições no sector da saúde.
Muchave acusou ainda o Ministro da Saúde de ter prestado informações falsas relativamente ao destino de produtos doados pela Índia, alegando que os mesmos teriam sido anunciados como destinados às vítimas de inundações, o que, segundo afirma, não corresponde à realidade.
Num tom de desafio, o representante apelou à imprensa para visitar a maior unidade sanitária do país, com o objectivo de constatar, no terreno, a grave escassez de medicamentos e outros recursos essenciais para o normal funcionamento dos serviços de saúde.
Por fim, garantiu que a associação irá anunciar, nos próximos dias, uma nova data para a retoma da greve, advertindo que a próxima fase da paralisação poderá ser mais intensa e abrangente do que as anteriores, caso não se registem avanços concretos nas negociações com o Governo.
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