FALSOS AGENTES E FUNCIONÁRIO MUNICIPAL DETIDOS POR EXTORSÃO EM MARRACUENE


Dois homens estão a contas com a justiça no distrito de Marracuene, acusados de extorsão e usurpação de funções. Um simulava ser agente da PRM, enquanto o outro, funcionário municipal, facilitava o esquema fraudulento.

DESENVOLVIMENTO DA NOTÍCIA:

Dois cidadãos encontram-se detidos nas celas do Comando Distrital de Marracuene, na província de Maputo, indiciados nos crimes de extorsão e usurpação de funções, numa acção levada a cabo pelas autoridades policiais.

De acordo com informações apuradas, um dos indivíduos fazia-se passar por agente da Polícia da República de Moçambique (PRM), utilizando essa falsa identidade para intimidar e coagir cidadãos, sobretudo em situações relacionadas com supostas infracções ou irregularidades. Com este expediente, exigia o pagamento de valores monetários em troca de alegada “resolução” dos casos.

O seu cúmplice, por sua vez, é funcionário do Município de Marracuene, facto que, segundo as autoridades, era explorado para conferir maior credibilidade ao esquema fraudulento. Este facilitava o contacto com potenciais vítimas e reforçava a aparência de legalidade das acções levadas a cabo pela dupla.


As vítimas, maioritariamente residentes locais, eram abordadas sob pretextos diversos, desde fiscalização até regularização de documentos, sendo posteriormente coagidas a efectuar pagamentos ilícitos.

As autoridades policiais indicam que a detenção dos suspeitos resulta de um trabalho de investigação, desencadeado na sequência de denúncias apresentadas por cidadãos lesados. Neste momento, decorrem diligências para apurar a extensão do esquema e identificar possíveis outras vítimas.

Os indiciados poderão responder criminalmente pelos actos praticados, sendo que a Polícia reitera o apelo à população para denunciar qualquer tentativa de extorsão ou actuação suspeita, reforçando que nenhum agente da PRM está autorizado a cobrar valores monetários de forma ilegal.

Entretanto, o Município de Marracuene ainda não se pronunciou oficialmente sobre o envolvimento do seu funcionário no caso.

#Cossainformacao/2026.

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