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A residΓͺncia do cidadΓ£o moΓ§ambicano Esmael Nangy, localizada em Midstream, na cidade de Centurion, na Γfrica do Sul, terΓ‘ sido utilizada como local de cativeiro do empresΓ‘rio sul-africano Jerry Boshoga, desaparecido desde 18 de Novembro de 2024.
A revelaΓ§Γ£o foi feita pelo sargento Fannie Nkosi, pertencente Γ Unidade Contra o Crime Organizado da polΓcia sul-africana, durante o seu depoimento Γ ComissΓ£o de InquΓ©rito Judicial Madlanga, que investiga alegaΓ§Γ΅es de captura do sistema de justiΓ§a criminal por redes do crime organizado.
Apesar de actualmente se encontrar suspenso das suas funΓ§Γ΅es, Nkosi afirmou estar ciente das informaΓ§Γ΅es que indicam que Nangy terΓ‘ cedido a sua residΓͺncia para manter Boshoga em cativeiro. O empresΓ‘rio raptado terΓ‘ sido transferido para aquele local por Vusimuzi Matlhala, alegadamente ligado a um cartel envolvido em raptos.
Segundo o depoente, a transferΓͺncia ocorreu depois de Matlhala ter sido alertado de que a sua casa seria alvo de buscas policiais, operaΓ§Γ£o que viria a acontecer a 06 de Dezembro de 2024. Nkosi negou ter fornecido essa informaΓ§Γ£o, mas confirmou que informou o empresΓ‘rio de que seria chamado para interrogatΓ³rio no Γ’mbito de investigaΓ§Γ΅es sobre raptos de homens de negΓ³cios.
Entretanto, o paradeiro de Esmael Nangy permanece incerto, sendo considerado foragido da justiΓ§a apΓ³s nΓ£o ter comparecido, no final de 2025, a uma audiΓͺncia no Tribunal de Kwaduduza, onde seria interrogado no Γ’mbito do rapto de Zakariyya Desai. Na altura, encontrava-se em liberdade enquanto decorriam investigaΓ§Γ΅es relacionadas com crimes de rapto em MoΓ§ambique e na Γfrica do Sul.
Outras revelaΓ§Γ΅es feitas Γ comissΓ£o indicam que Nangy residia prΓ³ximo da casa de Matlhala, facto confirmado pelo major-general Lesetja Senona. JΓ‘ Nkosi Γ© apontado como intermediΓ‘rio entre figuras de topo da polΓcia, incluindo o comissΓ‘rio nacional-adjunto Shadrack Sibiya, e redes criminosas, levantando suspeitas de infiltraΓ§Γ£o do crime organizado nas instituiΓ§Γ΅es de justiΓ§a.
O caso lanΓ§a novas luzes sobre a complexa rede de raptos que afecta empresΓ‘rios na regiΓ£o, envolvendo cidadΓ£os moΓ§ambicanos e sul-africanos, e reforΓ§a preocupaΓ§Γ΅es sobre a actuaΓ§Γ£o de cartΓ©is transnacionais e possΓveis ligaΓ§Γ΅es com membros das forΓ§as de seguranΓ§a.
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