JUVENTUDE QUESTIONA RUMOS DO DIÁLOGO NACIONAL INCLUSIVO E DEFENDE ABORDAGEM ECONÓMICA
Durante debates promovidos pela Rádio Voz Coop, o porta-voz do movimento político VAMOS, Miguel Luís, afirmou que o Diálogo Nacional Inclusivo apresenta falhas estruturais, defendendo que o processo não deveria centrar-se essencialmente em questões políticas, mas sim económicas, por considerar que a economia constitui o maior desafio que Moçambique enfrenta desde a Independência.
Falando na qualidade de jovem, Miguel Luís sublinhou que o diálogo precisa de ser mais abrangente na prática e não apenas na teoria, de modo a reflectir verdadeiramente as preocupações da juventude moçambicana.
Segundo o porta-voz do VAMOS, os jovens anseiam pela sua integração efectiva na segunda etapa do Diálogo Nacional Inclusivo, que deverá estender-se às localidades e distritos, criando espaços reais para a apresentação e partilha de ideias.
Miguel Luís defende ainda a necessidade de Moçambique apostar em jovens visionários, capazes de romper com práticas políticas assentes em agendas individuais. No seu entender, o eleitorado jovem deve priorizar propostas concretas e viáveis, escolhendo ideias que contribuam para o desenvolvimento sustentável do país, em detrimento de interesses pessoais ou partidários.
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