MUNDO EM ALERTA


 

DINAMARCA COMPRA MÍSSEIS DOS EUA PARA SE DEFENDER DA “INVASÃO” DO TRUMP NA BATALHA PELO DOMÍNIO DA GROENLÂNDIA


A ironia geopolítica é evidente: a Dinamarca está a reforçar o seu arsenal com armamento norte-americano para proteger a Groenlândia… inclusive de pressões vindas de Washington.


Em janeiro de 2026, os Estados Unidos aprovaram a venda de 100 mísseis AGM-114R Hellfire a Copenhaga, num negócio avaliado em cerca de 45 milhões de dólares. Os projécteis, produzidos pela Lockheed Martin, irão equipar helicópteros MH-60R Seahawk e drones MQ-9B SkyGuardian destacados para patrulhar as águas da Groenlândia.



E reforço integra um pacote militar ainda mais robusto, que inclui sistemas de defesa aérea AMRAAM-ER avaliados em quase mil milhões de dólares. Paralelamente, o governo dinamarquês anunciou um investimento de 14,6 mil milhões de coroas para fortalecer a presença militar no Árctico e no Atlântico Norte.


O pano de fundo é político. Em fevereiro, a primeira-ministra Mette Frederiksen voltou a rejeitar qualquer possibilidade de venda da Groenlândia, reiterando que o território “não está à venda”. A declaração surge após o antigo presidente norte-americano Donald Trump ter mantido, segundo Copenhaga, interesse estratégico na ilha uma ideia que já provocara tensão diplomática no passado.

Com o degelo a abrir novas rotas comerciais e a revelar reservas de minerais raros, a Groenlândia tornou-se peça-chave no xadrez do Árctico, área sensível para a NATO e disputada por potências como Rússia e China. A Dinamarca procura demonstrar que consegue proteger o território autónomo com meios próprios, mesmo que esses meios sejam comprados ao aliado que, em tempos, tentou adquiri-lo.

#cossainformacao/2026.

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