O conselho Superior da Comunicação Social (CSCS) condenou, de forma firme e inequívoca, o atentado perpetrado contra o jornalista da STV, Carlitos Cadangue, ocorrido na passada quarta-feira, na cidade de Chimoio, província de Manica.
Segundo o CSCS, a viatura do profissional de comunicação social foi atingida por vários disparos de arma de fogo, num acto de extrema gravidade que representa uma ameaça directa à vida humana e um ataque à liberdade de imprensa em Moçambique. Embora o jornalista tenha escapado ileso, a instituição sublinha que a ausência de feridos não diminui a seriedade nem a perigosidade do incidente.
O órgão de regulação e supervisão da comunicação social considera que este tipo de actos visa intimidar os profissionais da imprensa no exercício das suas funções, criando um clima de medo e insegurança incompatível com os princípios do Estado de Direito Democrático.
O CSCS apelou às autoridades competentes para que desencadeiem investigações rápidas, profundas e transparentes, de modo a identificar e responsabilizar os autores materiais e morais do atentado. Reiterou, igualmente, a necessidade de garantir a protecção dos jornalistas e a criação de condições seguras para o exercício livre, responsável e independente da actividade jornalística no país.
Por fim, o Conselho manifestou solidariedade ao jornalista Carlitos Cadangue, à STV e à classe jornalística moçambicana, reafirmando o seu compromisso na defesa da liberdade de imprensa e do direito dos cidadãos à informação.
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