A segunda volta das eleições presidenciais em Portugal, marcada para 8 de fevereiro eleições Presidenciais em Portugal – Marcada para 8 de Fevereiro de 2026
Portugal não elegeu um novo Presidente na primeira volta das eleições presidenciais, realizada no domingo, 18 de janeiro de 2026, porque nenhum dos candidatos conseguiu ultrapassar os 50% dos votos válidos — o requisito constitucional para ganhar já na primeira volta.
Segundo a lei eleitoral portuguesa, quando isso acontece, realiza-se uma segunda volta entre os dois candidatos mais votados. Essa votação está oficialmente marcada para o dia 8 de fevereiro de 2026, 21 dias após a primeira ronda eleitoral.
👥 Os Dois Candidatos que Seguem para a Segunda Volta
Partido/apoio: Candidato apoiado pelo Partido Socialista (PS).
Resultados na 1ª volta: Foi o candidato mais votado, com cerca de 31,1% dos votos.
Quem é: Seguro é uma figura conhecida da política portuguesa — foi líder do Partido Socialista e já ocupou cargos importantes na vida política do país.
Campanha: Na noite da primeira volta, apelou à união de eleitores democratas, progressistas e humanistas para derrotar o que chamou de “extremismos” na segunda volta.
Partido/apoio: Líder do partido Chega, uma formação de orientação direita populista e nacionalista.
Resultados na 1ª volta: Ficou em segundo lugar com cerca de 23,5% dos votos.
Quem é: Ventura é uma das figuras mais proeminentes da direita portuguesa, conhecido por posições fortes sobre imigração, segurança e reformas sociais.
Campanha: Após saber que passou à segunda volta, anunciou a intenção de “agregar a direita” para tentar derrotar Seguro no voto decisivo de fevereiro.
Concorrentes: Na primeira volta, participaram 11 candidatos, um número recorde nas presidenciais recentes.
Fragmentação política: A distribuição dos votos mostrou um cenário bastante fragmentado, com candidatos de diversas áreas políticas competindo e nenhum alcançando maioria absoluta — o que reflete a atual dispersão do eleitorado português.
Significado histórico: Esta será apenas a segunda vez desde 1976 que uma eleição presidencial em Portugal chega à segunda volta — a última foi em 1986, quando Mário Soares venceu depois da primeira votação.
Embora a Presidência da República em Portugal seja em grande parte um cargo ceremonial, ela tem poderes constitucionais relevantes, como:
Dissolução da Assembleia da República e convocação de eleições.
Assim, a escolha entre Seguro e Ventura não é apenas simbólica: reflete direções muito diferentes para a política nacional — uma centrada no centro-esquerda tradicional e outra representando um crescimento significativo da direita populista.
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