CHEIAS EM MOÇAMBIQUE: ONG ALERTA PARA “FOME AGUDA”
Uma organização não-governamental (ONG) que actua na área humanitária alertou para o risco iminente de fome aguda em várias regiões de Moçambique, na sequência das cheias provocadas pelas chuvas intensas que se fazem sentir um pouco por todo o país. Segundo a ONG, milhares de famílias perderam machambas, reservas alimentares e meios de subsistência, agravando a insegurança alimentar, sobretudo nas zonas rurais e ribeirinhas.
As cheias afectaram campos agrícolas em plena época de crescimento das culturas, comprometendo a próxima colheita e reduzindo drasticamente a disponibilidade de alimentos. Para além disso, muitas comunidades encontram-se isoladas devido à destruição de estradas e pontes, o que dificulta o acesso a mercados, assistência humanitária e serviços básicos.
A ONG refere que crianças, mulheres grávidas e idosos estão entre os grupos mais vulneráveis, enfrentando riscos elevados de desnutrição aguda. A situação é ainda mais preocupante em centros de acomodação temporária, onde a procura por alimentos, água potável e cuidados de saúde supera largamente a capacidade de resposta existente.
Face a este cenário, a organização apela ao reforço urgente da assistência humanitária, incluindo a distribuição de alimentos, suplementos nutricionais, sementes e insumos agrícolas para apoiar a recuperação das famílias afectadas. Defende, igualmente, a necessidade de acções coordenadas entre o Governo, parceiros humanitários e comunidades locais, de modo a mitigar o impacto das cheias e prevenir uma crise alimentar de maiores proporções.
As autoridades moçambicanas continuam a monitorar a situação, enquanto equipas multissectoriais estão no terreno a prestar apoio às populações afectadas. Entretanto, a ONG sublinha que, sem uma resposta rápida e adequada, o país poderá enfrentar um agravamento significativo da fome nas próximas semanas.
COSSAINFORMACAO/2026


