EUA SUSPENDEM PROCESSAMENTO DE VISTOS DE IMIGRAÇÃO PARA 75 PAÍSES – INCLUINDO VÁRIOS PAÍSES DE ÁFRICA AUSTRAL
Os Estados Unidos da América (EUA) anunciaram que vão suspender, de forma indefinida, o processamento de vistos de imigração para cidadãos de 75 países, a partir de 21 de janeiro de 2026. Esta decisão foi divulgada pelo Departamento de Estado, sob a liderança do secretário de Estado Marco Rubio, como parte de uma nova política de imigração que pretende reforçar as exigências para candidatos considerados suscetíveis de vir a depender de assistência pública.

Entre os 75 países incluídos na suspensão, vários são estados da África, incluindo na região da África Austral e África Subsaariana. De acordo com a lista oficial e reportagens recentes, os países africanos afetados incluem:
Países da África Austral e África Subsariana abrangidos:
Camarões
Cabo Verde
Costa do Marfim (Côte d’Ivoire)
Egipto
Eritreia
Etiópia
Gâmbia
Gana
Guiné
Libéria
Líbia
Nigéria
República Democrática do Congo
República do Congo
Ruanda
Senegal
Serra Leoa
Somália
Sudão
Sudão do Sul
Tanzânia
Togo
Tunísia
Uganda
Alguns países como Quénia e Burundi não estão na lista e foram explicitamente mencionados como isentos desta suspensão — ou seja, os seus cidadãos continuam a poder solicitar vistos de imigração normalmente.
A medida entra em vigor no dia 21 de janeiro de 2026 e não tem prazo definido de término — permanecerá até que o governo americano conclua a revisão dos seus processos de vistos e critérios de avaliação.
O governo dos EUA justificou a suspensão como parte de um esforço para reforçar critérios de selecção de imigrantes, focando especialmente no chamado “encargo público” — ou seja, evitar a entrada de pessoas que, segundo o governo, possam vir a depender de programas de apoio social ou assistência pública.
Analistas e críticos, por outro lado, dizem que a medida é parte de uma política de imigração mais restritiva e que poderá afectar directamente comunidades e famílias com laços transnacionais, em particular vindos de África e outras regiões do mundo.
The Washington Post/Cossainformacao 2026.

