A Comissão de Inquérito Madlanga retoma, esta terça-feira (14), os seus trabalhos no Colégio de Justiça Bridgette Mabandla, em Pretória, com a audição de uma nova testemunha no âmbito das investigações relacionadas com a Direcção de Investigação Contra a Corrupção (IDAC) e a sua directora, a advogada Andrea Johnson.
Até ao momento, três testemunhas afirmaram que Andrea Johnson terá comprometido investigações ligadas a um processo em que o vice-chefe da Crime Intelligence da Polícia Sul-Africana, major-general Feroz Khan, é acusado de agressão e de intimidação contra o brigadeiro Phetle, alegadamente ocorridas em 2018.
As alegações apontam ainda para uma possível obstrução da justiça e interferência indevida no andamento do processo.
Na última sexta-feira, a comissão ouviu o depoimento de uma testemunha identificada apenas como "Testemunha N", membro da Equipa de Investigação de Assassinatos Políticos de KwaZulu-Natal. Segundo o testemunho, um investigador sénior da IDAC, Sunil Belochan, terá extorquido comerciantes paquistaneses na província do Cabo Oriental desde o início dos anos 2000.
A testemunha afirmou que Belochan exigia pagamentos regulares de protecção a comerciantes que operavam sem a documentação ou licenças exigidas. Acrescentou ainda que um dos comerciantes, Asif Mohammed, questionou como um indivíduo com um mandado de captura pendente poderia ter sido nomeado para integrar a IDAC.
A comissão deverá continuar a ouvir novas testemunhas nos próximos dias, numa investigação que poderá lançar luz sobre alegadas irregularidades e actos de corrupção no seio das instituições responsáveis pelo combate ao crime organizado e à corrupção na África do Sul.
Fonte: SABC News.
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