
Dezenas de cidadãos sul-africanos residentes em Ekurhuleni, na província de Gauteng, participaram, esta segunda-feira, numa marcha para exigir mais oportunidades de emprego para nacionais, alegando que várias empresas estão a privilegiar a contratação de trabalhadores estrangeiros em detrimento da mão-de-obra local.
A manifestação foi organizada pelo movimento March and March, que tem vindo a defender a criação de mecanismos que garantam maior acesso dos sul-africanos ao mercado de trabalho, sobretudo em sectores onde o desemprego continua a afectar milhares de jovens e adultos.
Durante a marcha, os manifestantes expressaram a sua insatisfação com aquilo que consideram ser uma crescente exclusão dos cidadãos sul-africanos nas oportunidades de emprego disponíveis em diversas empresas da região.
A mobilização acontece poucos dias depois de o Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, ter reafirmado que apenas as forças da Lei e da Ordem têm competência para solicitar documentos de identificação aos cidadãos e residentes no país. Na ocasião, o Chefe de Estado anunciou cinco medidas governamentais destinadas a enfrentar o fenómeno da imigração ilegal e reforçar o controlo migratório.
Entretanto, a líder do movimento, Jacinta Ngobese-Zuma, mostrou-se céptica em relação às medidas anunciadas pelo Governo, classificando-as como impraticáveis e insuficientes para responder às preocupações das comunidades afectadas pelo desemprego.
Como parte das acções de protesto, os manifestantes deslocaram-se ainda a uma empresa de logística localizada na cidade de Boksburg, onde exigiram a demissão imediata de trabalhadores estrangeiros e a sua substituição por cidadãos sul-africanos.
A marcha volta a colocar no centro do debate público sul-africano as questões relacionadas com o desemprego, a imigração e a integração laboral, temas que continuam a gerar fortes divisões na sociedade e a alimentar tensões em várias comunidades do país.
#COSSAINFORMACAO/2026.
(RM).