A capital do Malawi, Lilóngwe, acolheu, na manhã desta terça-feira (30), uma marcha organizada por 97 organizações da sociedade civil em protesto contra a crescente onda de ataques e ameaças dirigidas a cidadãos estrangeiros na África do Sul.
A manifestação teve como destino o Alto-Comissariado da África do Sul em Lilóngwe, onde os representantes das organizações entregaram uma petição apelando ao Governo sul-africano para adotar medidas imediatas que garantam a segurança dos malawianos e de outros cidadãos estrangeiros residentes naquele país.
Os organizadores afirmam que a iniciativa pretende demonstrar solidariedade para com as vítimas de intimidação e violência, bem como pressionar as autoridades sul-africanas a reforçarem a proteção das comunidades migrantes e a responsabilizarem os autores de atos de violência.
A mobilização ocorre num contexto de crescente tensão, após a circulação de informações de que grupos de vigilantes emitiram um ultimato exigindo que cidadãos estrangeiros abandonassem determinadas comunidades até esta terça-feira, 30 de junho.
A situação gerou preocupação entre vários países da região, cujos cidadãos vivem e trabalham na África do Sul.
As organizações da sociedade civil defendem que os princípios da integração regional e da livre circulação de pessoas, promovidos pela Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, devem ser respeitados, sublinhando que a violência e a discriminação contra estrangeiros colocam em causa os direitos humanos e a estabilidade regional.
Até ao momento, o Governo sul-africano tem reiterado que condena qualquer ato de violência ou discriminação contra cidadãos estrangeiros e afirma que as forças de segurança continuam a acompanhar a situação nas áreas afetadas, apelando à população para que respeite o Estado de Direito e evite fazer justiça pelas próprias mãos.
Fonte: Rádio Moçambique, organizações da sociedade civil do Malawi e informações oficiais das autoridades sul-africanas.
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