Uma das cidades esteve assim neste dia 30 de ultimatos aos estrangeiros na África do sul.
Comércio encerra portas e milhares de residentes evitam sair de casa devido ao receio de confrontos durante as manifestações em várias regiões da África do Sul.
As manifestações anti-imigração que decorrem esta terça-feira em várias regiões da África do Sul provocaram uma redução significativa da circulação de pessoas no centro de Joanesburgo, onde o ambiente é marcado por tranquilidade, mas também por forte preocupação com a possibilidade de incidentes.
Nas principais avenidas e nas ruas incluídas no percurso das marchas, numerosos estabelecimentos comerciais optaram por encerrar temporariamente as suas actividades como medida preventiva, receando actos de vandalismo ou confrontos durante os protestos.
A situação estendeu-se igualmente à região de Soweto, onde centenas de manifestantes se concentraram, levando muitos trabalhadores, comerciantes e residentes a permanecerem em casa para evitar riscos.
As manifestações foram convocadas por grupos que defendem o endurecimento das políticas migratórias e responsabilizam cidadãos estrangeiros, sobretudo provenientes de outros países africanos, pelos elevados níveis de desemprego, criminalidade e pressão sobre os serviços públicos.
No entanto, diversos analistas e organizações da sociedade civil têm contestado esta narrativa, defendendo que estes problemas resultam de factores económicos e estruturais mais amplos.
Desde o recrudescimento dos episódios de violência xenófoba, mais de 25 mil imigrantes terão sido repatriados para países como Moçambique, Malawi, Zimbabwe, Gana e Nigéria, evidenciando o impacto regional da crise.
As autoridades sul-africanas continuam a acompanhar a evolução da situação, apelando à manutenção da ordem pública e ao respeito pelos direitos de todos os cidadãos e residentes.
Fonte: (RM), com reportagem de Eduardo Figuon, em Joanesburgo.
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