MULHERES E RAPARIGAS REPRESENTAM QUASE 80% DAS VÍTIMAS NUM CENÁRIO QUE CONTINUA A PREOCUPAR AS AUTORIDADES.
Moçambique registou mais de 18 mil casos de violência baseada no género ao longo de 2025, evidenciando a dimensão de um problema que permanece enraizado no país e com impacto directo na estabilidade social.
Dados oficiais indicam que 79,9% das vítimas são mulheres e raparigas, enquanto pelo menos 40 casos resultaram em homicídios, revelando a face mais extrema deste tipo de violência.
As estatísticas foram apresentadas pelo secretário de Estado do Género e Acção Social, Abdul Esmail, durante o lançamento da campanha nacional de combate à violência de género e ao feminicídio, realizado esta segunda-feira, na cidade de Maputo.
Na ocasião, o governante reconheceu que os números reflectem uma realidade persistente e classificou o fenómeno como inaceitável, apelando ao envolvimento de toda a sociedade na sua prevenção e combate.
Esmail alertou ainda que a violência contra mulheres e raparigas ultrapassa o âmbito doméstico, sendo uma das mais graves violações dos direitos humanos na actualidade, com impactos directos nos sectores social, económico e na saúde pública.
Segundo o dirigente, este cenário compromete o desenvolvimento sustentável e fragiliza os alicerces das comunidades, exigindo respostas coordenadas e eficazes por parte das instituições.
O lançamento da campanha, sob o lema “Tolerância Zero à Violência Baseada no Género e ao Feminicídio”, ocorre num contexto em que as autoridades reconhecem avanços legislativos, mas admitem que a aplicação prática das medidas ainda enfrenta desafios, sobretudo na protecção das vítimas e na responsabilização dos agressores.
#Cossainformacao/2026.
(J.Domingo)

